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Artistas migrantes do MultiCulturas: comunicação de narrativas e imagens
O objetivo é analisar as narrativas dos artistas brasileiros e imigrantes, que foram homenageados no projeto sociocultural e formativo “MultiCulturas”, edição 2025 na cidade de Cuiabá Mato Grosso. Este projeto foi idealizado e executado pela artista venezuelana Yndira G. Villarroel, atuante no cenário da música de concerto e outros, decoloniais, radicada no Brasil desde 2012, e em Mato Grosso desde 2017, realizando trabalhos sociopedagógicos e culturais. A finalidade é identificar e compreender as relações entre os artistas participantes, observando a conexão entre os pares, segundo as práticas artísticas, que podem afetar a reconfiguração da própria caminhada cultural, formadora, e social, além de proporcionar novas construções em redes de apoio; visa também refletir o processo de comunicação entre os artistas através da análise complementar de imagens – retratos das ações do MultiCulturas, realizados pelo artista visual Fred Gustavos – que trabalha na identidade visual da artista venezuelana desde 2020. As fotografias podem nos oportunizar outras fontes de informação, especialmente no processo da comunicação desta diversidade de artistas, além disso, busca-se identificar e estabelecer relação entre as imagens e as performances dos artistas imigrantes com os artistas brasileiros, tomando como base as fundamentações teóricas de Baitello Junior (2014), Borsani (2016), Gushiken (2020), Ortner (2011), Pross (1972) e Santos (1998). A metodologia consistirá na análise das narrativas obtidas através de entrevistas temáticas abertas, fazendo uma seleção dos chamados “episódios”, elaborados pela Grada Kilomba (2019) em Memória de Plantação, para análise consciente dos possíveis atravessamentos artísticos, assim como a análise visual das imagens, baseada nos princípios do Baitello Junior, a respeito do corpo, som e cultura. O desenvolvimento da pesquisa se articula com as ações desta artista imigrante e dos seus pares, atuantes neste projeto, alguns pela terceira vez e outros recentemente convidados. Constata-se a reconfiguração do caminho artístico por meio de novas práticas, decoloniais, como formas de contribuição ao cenário imediato, e como meio de comunicação deste conjunto de artistas de Brasil, Guiné-Bissau, Haiti, Japão, Moçambique e Venezuela, que fortalecem as suas redes de atuação no Estado de Mato Grosso desde sua chegada até o presente.
